Coluna: @ Serra gaúcha - Por Oliveira Junior

Charme no interior ao estilo talian
12 de Março de 2021 às 06:45
Os traços da colonização italiana presentes no distrito de Ernesto Alves tornam inevitável a comparação feita por Oliveira Junior, o qual identificou características semelhantes com a Serra Gaúcha.
Os traços da colonização italiana presentes no distrito de Ernesto Alves tornam inevitável a comparação feita por Oliveira Junior, o qual identificou características semelhantes com a Serra Gaúcha.

Oiê querida gente do bem. Por eu residir há sete anos na Serra Gaúcha, e numa cidade tipicamente italiana, como é o caso de Flores da Cunha, resolvi voltar meu drone com câmera para o distrito de Ernesto Alves, o qual tem idênticas características com o chão serrano onde resido.

Bom, mas quem foi Ernesto Alves, que tem o seu nome ligado ao distrito? Ele nasceu em Rio Pardo e faleceu em Porto Alegre. Ernesto Alves de Oliveira, mesmo sobrenome do meu pai (Plínio Alves de Oliveira), foi advogado, jornalista e político, ou seja, deputado na Constituinte de 1891. Faleceu muito jovem, aos 29 anos, vítima de tuberculose. Em tempo, o patrono dos advogados é santo Ivo, de acordo com a igreja católica.

Pois, o distrito de Ernesto Alves, distante 21 quilômetros da sede, Santiago, preserva influências e traços da colonização italiana, como por exemplo, casarões ao estilo do século passado, e conservam ali o Memorial do Imigrante.

Aqui na serra é bem assim, é só sair pro interior, onde ao invés de dizerem distrito, em Flores da Cunha se chama Travessão. E claro, também os italianos de Ernesto Alves, que nem os florenses, adoram um vinóti, formaggio, grêpule, capeletti, polenta brustolada, carne de buti, salada de polidoro, sucattin, e por aí, santo dio!

O grande Caio Fernando Abreu, escritor, denominou Ernesto Alves de "paraíso ecológico". No distrito tem a linda Gruta Nossa Senhora de Fátima, a ponte da Viação Férrea, uma bela fauna, a vegetação deslumbrante e as ricas águas do rio Rosário, o mesmo que levou a ponte numa das grandes enchentes, em 84, lembram?

Recordo-me que estávamos numa jornada esportiva em Santana do Livramento, no carro do padrinho Barbela, ele, comentarista, o Paulinho Cardoso, repórter, e eu, narrador, transmitindo 14 de Julho e Cruzeiro de Santiago, cujo placar foi 2X0 pro time da casa. O treinador era o Paulo Isidoro. Quase encerrando a jornada, o plantão de estúdio Nilton Carlos Mesquita, disse no ar: Atenção equipe da Rádio Santiago, ao retornarem, façam a volta por São Borja, pois, a ponte sobre o rio Rosário caiu levada pelas águas.

A gente quase não acreditou, e debaixo de muita água, lá fomos a São Borja, e de lá chegamos ao baita chão. Durante toda a viagem eram relâmpagos e chuva torrencial. No carro do dindo Barbela trazíamos os equipamentos de transmissão da Rádio Santiago.

Mas enfim, tributo minha homenagem ao Distrito de Ernesto Alves de Oliveira, o qual nas memoráveis épocas de verão, reúne muitos banhistas na sua área balneária com camping. E ali também vislumbram-se fotos e utensílios num memorial com a marca indelével da geração italiana.


Direto da Serra Gaúcha, Oliveira Junior.

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