Coluna: @ Serra gaúcha - Por Oliveira Junior

Emoção no campo, no microfone e na arquibancada!
05 de Março de 2021 às 07:00
Ao ser presenteado por um velho amigo com uma foto dos tempos em que atuou como repórter, Oliveira Junior relembrou dos saudosos jogos e de atletas memoráveis do Cruzeiro de Santiago.
Ao ser presenteado por um velho amigo com uma foto dos tempos em que atuou como repórter, Oliveira Junior relembrou dos saudosos jogos e de atletas memoráveis do Cruzeiro de Santiago.

E como dizia a saudosa cantora gaúcha, Elis Regina, "são as águas de março". Estamos aqui trazendo nosso recado direto da Serra Gaúcha. Quero externar minha gratidão ao meu querido amigo, professor Alberto Levandowiski, o qual labutou no Colégio professor Isaias, o mesmo do meu sempre amigo, popularíssimo professor Juca. Pois o Professor Alberto foi meu colega no Colégio Cristóvão Pereira, quando ainda era ali na rua Bento Gonçalves. Dalí, recordo do também colega Aldir Gudolli, da Águida, Elóí, professora Arlete Gudolli, entre tantos e tantos outros.

Todo santiaguense sabe que fui muito ligado ao esporte, que quando começou a Segunda Divisão lá no comecinho dos anos 80, o Cruzeiro de Santiago, como se dizia, do tenente Jacques, depois do Chicão, foi bi-campeão de futebol da chave fronteira. E tive a honra de soltar o grito de gol inúmeras vezes. Sei a estafa que eu levava, uma vez que trabalhava à época pela manhã das dez ao meio dia na Rádio Santiago, e à noite das 20h as 23 horas. À tardinha, ia para o Estádio Alceu Duarte de Carvalho fazer a cobertura dos treinamentos, e aos domingos narrar os jogos do estrelado, ou em Santiago, ou fora.

Não tenho como esquecer pessoas que se doaram pelo esporte como o Chicão, Paulo Isidoro, Neri Cardoso, Barbela, coincidentemente, saudosos.

Como esquecer atletas como os famosíssimos goleiros Papalia e Paulo Bandeira, hoje advogado, os zagueiros Chicão, Tarugo, Paulão e Paulinho Oliveira; os meio campistas Amir (Bola), Rui Fernandes; os atacantes Pedrinho, Claudinho, Régis? Esses e vááários outros levavam a torcida ao delírio nas arquibancadas. Todas as planilhas desses jogos e escalações, eu as presenteei na época ao meu amigo Marcelo Brum, hoje destaque da Terra dos Poetas na política nacional como Deputado Federal. E o homem está fazendo um trabalho impecabilíssimo e reconhecido.

Mil vezes perdão por não mencionar aqui, integrantes como jogadores e dirigentes do Cruzeiro, uma vez que estou descrevendo o que me veio no momento à memória. Mas, como frisei, meu agradecimento especialíssimo ao meu amigo, professor Alberto Levandowiski, o qual me presenteou enviando-me pelo Messenger essa foto, onde, como repórter, tive o privilégio de entrevistar, conviver nos treinos e nas viagens, nos jogos com o versátil Paulinho Oliveira. Esse saudoso atleta, já praticava à época o futebol moderno de um lateral, pois, quando ele apanhava a bola, era uma flecha rumo à área adversária. Fazia cruzamentos que eram meio gol. Professor Alberto, me fizeste lembrar a música do cantor Moacir Franco com referência a esse talento (Paulinho Oliveira): "cadê você, cadê você, você passou... No campeonato da vida, a história gravou". Tem um ditado que diz "Presente não se dá pra ninguém", mas, com euforia, lhes "dou" o prazer de compartilhar comigo essa recordação. Hoje, uma das lembranças é ele, O Paulinho, daqui há pouco serei eu, assim é a vida.

Pra fechar, vai meu abraço aos meus familiares da família Molina, aí no bairro Vila Nova, por sinal, onde residi muito tempo.


Direto da Serra Gaúcha, Oliveira Junior.

Mais artigos de @ Serra gaúcha - Por Oliveira Junior